Just beLIEve me

Sexta-feira, Setembro 23, 2005

E a corja lê o que eu escrevo...

Eu trabalho como redatora desde 2002. São três anos escrevendo textos pra anúnicios de jornais, TV, out-doors, panfletos, folders, banners, documentários e programas de televisão, dentre eles, os programas políticos.

Quando me avisam que vou ter que escrever parte de um programa político (sim, parte, porque eu não trabalho sozinha), eu começo a pesquisar notícias recentes sobre o cliente (no caso, o partido) e os últimos acontecimentos que envolvem essa mesma corja de sempre. E sabe por que eu tenho que fazer isso? Porque eu tenho que ter informações pra escrever inúmeros textos diferentes, para partidários que não têm a menor noção do que dizer à população.

É sempre assim. Eles chegam e eu pergunto: "Você tem mais ou menos uma idéia do que vai falar?" E é sempre a mesma resposta: "Não sei. Você tem alguma sugestão? Eu sei que você entende do assunto". Ora bolas, eu não sou político! Me dá nos nervos ter que ouvir um absurdo desses.

O povo não sabe que a maioria das palavras ditas pelos gangsters das organizações partidárias não são deles. PT, PTB, PMDB, PV, PSC, PDT, PFL - todos eles já disseram à população algo que de fato, não era deles. Era meu. E era mentiroso. Não que eu escreva mentiras. Eu só escrevo possibilidades que não serão realizadas por eles, só isso. São as chamadas "promessas falsas". E já que a maioria da população não imagina que sou eu que escrevo aquilo, a culpa fica com os políticos mesmo. Somos tão acostumados a escândalos, mensalões, corrupções, promessas não cumpridas e àquele mundo podre dos políticos, que qualquer absurdo que eles possam vir a ler na TV pode passar desapercebido.

É aí que o discurso do povo que diz "eles só sabem pedir votos" se torna perfeitamente compreensível. Realmente, pedir voto é muito, mas muito fácil. O problema é depois. Depois de eleito vai fazer o que? Como? Quando? Onde? E agora, José?

Deve ser por isso que eles roubam tanto. Não têm nada mais além disso pra fazerem.

Terça-feira, Setembro 20, 2005

Sobre Mulheres Mal-Amadas

Mulheres mal-amadas sempre foram uma pedra no sapato de todo mundo. Uma pedra no sapato das bem resolvidas, das amadas, dos amigos, dos inimigos, da família, dos colegas de trabalho e dos homens.

Nunca reconheci uma mulher mal-amada de longe. Não tenho esse faro, confesso. Mas de perto eu conheço todos os traços: o olhar, a maneira como age, alguns atos deseperados, o sorriso mais que amarelo, as perguntas nada discretas.

Mulheres mal-amadas são facilmente desmascaradas. Sim, porque elas sempre tentam se passar por zen, por bem resolvidas, vestindo uma carapuça que elas mesmas, sem perceber, deixam cair. Mulheres mal-amadas cavam a própria cova. Quando você se descobre vítima de uma mulher assim, você fica se fazendo um milhão de perguntas. É nessas horas que tenho dó dos homens que têm que aturar uma mulher mal-amada, as nóias e as mentiras que elas inventam.

Eu não tenho namorado. Estou solteira. Mas eu não sou e nunca fui mal-amada. Todos os meus ex-namorados, ex-ficantes, ex-amantes (força de expressão... que fique bem claro que eu tenho pavor a homens comprometidos) gostam de mim, me conhecem muito bem, ainda têm minha amizade e consideração totalmente recíprocas - a exceção de um, mas isso não vem ao caso até porque é antigo demais. Mas eu dou a maior força pra todos eles, pra que sejam felizes com outras. Sou fidelíssima ao ditado que diz: "não faça com os outros o que não quer que façam com você".

Mulheres mal-amadas não agem assim. Pelo contrário, elas agem feito verdadeiros diabinhos ou até pior. Fazem de um tudo pra prejudicar os felizes. Uma mulher com orgulho ferido é um perigo, é uma bomba relógio. Elas fazem um mudo falar, um surdo ouvir, põem palavras na sua boca, inventam conversas que nunca aconteceram, lhe colocam em situações que nunca existiram. Jogo sujo é com elas. É uma situação penosa. E eu costumo dizer que não há sentimento pior que pena... nem a raiva, nem a solidão, nem a tristeza.

Uma pena também não existir psicologia que explique, muito menos manicômio que trate o mal de ser uma mal-amada.