E a corja lê o que eu escrevo...
Eu trabalho como redatora desde 2002. São três anos escrevendo textos pra anúnicios de jornais, TV, out-doors, panfletos, folders, banners, documentários e programas de televisão, dentre eles, os programas políticos.
Quando me avisam que vou ter que escrever parte de um programa político (sim, parte, porque eu não trabalho sozinha), eu começo a pesquisar notícias recentes sobre o cliente (no caso, o partido) e os últimos acontecimentos que envolvem essa mesma corja de sempre. E sabe por que eu tenho que fazer isso? Porque eu tenho que ter informações pra escrever inúmeros textos diferentes, para partidários que não têm a menor noção do que dizer à população.
É sempre assim. Eles chegam e eu pergunto: "Você tem mais ou menos uma idéia do que vai falar?" E é sempre a mesma resposta: "Não sei. Você tem alguma sugestão? Eu sei que você entende do assunto". Ora bolas, eu não sou político! Me dá nos nervos ter que ouvir um absurdo desses.
O povo não sabe que a maioria das palavras ditas pelos gangsters das organizações partidárias não são deles. PT, PTB, PMDB, PV, PSC, PDT, PFL - todos eles já disseram à população algo que de fato, não era deles. Era meu. E era mentiroso. Não que eu escreva mentiras. Eu só escrevo possibilidades que não serão realizadas por eles, só isso. São as chamadas "promessas falsas". E já que a maioria da população não imagina que sou eu que escrevo aquilo, a culpa fica com os políticos mesmo. Somos tão acostumados a escândalos, mensalões, corrupções, promessas não cumpridas e àquele mundo podre dos políticos, que qualquer absurdo que eles possam vir a ler na TV pode passar desapercebido.
É aí que o discurso do povo que diz "eles só sabem pedir votos" se torna perfeitamente compreensível. Realmente, pedir voto é muito, mas muito fácil. O problema é depois. Depois de eleito vai fazer o que? Como? Quando? Onde? E agora, José?
Deve ser por isso que eles roubam tanto. Não têm nada mais além disso pra fazerem.
Quando me avisam que vou ter que escrever parte de um programa político (sim, parte, porque eu não trabalho sozinha), eu começo a pesquisar notícias recentes sobre o cliente (no caso, o partido) e os últimos acontecimentos que envolvem essa mesma corja de sempre. E sabe por que eu tenho que fazer isso? Porque eu tenho que ter informações pra escrever inúmeros textos diferentes, para partidários que não têm a menor noção do que dizer à população.
É sempre assim. Eles chegam e eu pergunto: "Você tem mais ou menos uma idéia do que vai falar?" E é sempre a mesma resposta: "Não sei. Você tem alguma sugestão? Eu sei que você entende do assunto". Ora bolas, eu não sou político! Me dá nos nervos ter que ouvir um absurdo desses.
O povo não sabe que a maioria das palavras ditas pelos gangsters das organizações partidárias não são deles. PT, PTB, PMDB, PV, PSC, PDT, PFL - todos eles já disseram à população algo que de fato, não era deles. Era meu. E era mentiroso. Não que eu escreva mentiras. Eu só escrevo possibilidades que não serão realizadas por eles, só isso. São as chamadas "promessas falsas". E já que a maioria da população não imagina que sou eu que escrevo aquilo, a culpa fica com os políticos mesmo. Somos tão acostumados a escândalos, mensalões, corrupções, promessas não cumpridas e àquele mundo podre dos políticos, que qualquer absurdo que eles possam vir a ler na TV pode passar desapercebido.
É aí que o discurso do povo que diz "eles só sabem pedir votos" se torna perfeitamente compreensível. Realmente, pedir voto é muito, mas muito fácil. O problema é depois. Depois de eleito vai fazer o que? Como? Quando? Onde? E agora, José?
Deve ser por isso que eles roubam tanto. Não têm nada mais além disso pra fazerem.



