Retrospectiva 2005 [ou: Ela em primeira pessoa]
Acredito que 2005 foi "o ano"... completamente senhor das aprendizagens.
Foi um ano de perdas, sim. Mas também foi de amores, de decepções, de conquistas, de tropeços, de vitórias, de lágrimas, de amizades e de vida, muita vida.
Começou com uma perda. Hoje não é mais possível pedir a benção [pessoal] ao exemplo de filho, de pai, de tio, de irmão, de trabalhador, de amigo. Saudades, tio Fábio... Pulemos essa parte? Passei a acreditar que o ser humano quase nunca é preparado para lidar com a perda.
Chutando a bola um pouquinho mais pra frente, em 2005 pude compreender que uma palavrinha do tipo "tchau" tem um valor inestimável na vida das pessoas. Só que essa gentileza não é pra todo mundo... Só não me arrependo porque foi só assim que eu aprendi.
Conheci pessoas. Das mais especiais, Belle, vinda diretamente de outras vidas. Amizade daquelas que a gente só encontra em dois tipos de pessoas: ou em amigo de infância ou em irmão. Por isso eu digo que hoje e por todo o sempre, é com ela que estarão todos os meus segredos [eu disse todos] e a minha plena confiança. Ah, tem outros amigos sim, amizades recentes que andei descobrindo, amizades antigas que andei redescobrindo, reinventando e por aí vai.
Foi ano da maior realização da minha vida, até hoje: me formei. Fiz uma monografia que considero uma filha. Emagreci. Tive problemas nos rins. Escrevia durante a manhã, noite e madrugadas... várias madrugadas. Tive um professor orientador que, de tão paciente, só faltou levar considerações na placa da minha turma. Nota nove.
Durante este ano ouvi músicas novas, dos mesmos artistas. Foi o ano dos livros também. E ainda tem uns três esperando pra eu começar a leitura.
Trabalhei muito e, pela primeira vez, fui demitida de um emprego. Depois de quase três anos trabalhando na agência tive que me acostumar a não dar mais bom dia pra Flavinha [da recepção], pedir o café pro seu Lima [auxiliar], ir almoçar com a Letícia [da criação] ou com os colegas da vizinha S.A. Propaganda, olhar pro André [redação] e dizer: "travei". Faz falta isso, mas não volto mais. O free no jornal O Dia? Foi bom, foi muito bom. Mas era free... nada mais. Hora de voltar a bater de porta em porta. Quem sabe 2006 me traz algo!
No mais, 2005 está indo embora me deixando um presente que tem nome, identidade, cpf, endereço... Presente que me faz bem, que me faz sorrir quando menos espero, que me dá tanta atenção que às vezes me faz perguntar se retribuo à altura [acredito que a resposta seja sim].
Enfim... se for pra continuar aprendendo, construindo e reconstruindo amizades, trabalhando e amando, que venham mais 2005 pela frente. Feliz Natal e Ano Novo pra todo mundo!
Foi um ano de perdas, sim. Mas também foi de amores, de decepções, de conquistas, de tropeços, de vitórias, de lágrimas, de amizades e de vida, muita vida.
Começou com uma perda. Hoje não é mais possível pedir a benção [pessoal] ao exemplo de filho, de pai, de tio, de irmão, de trabalhador, de amigo. Saudades, tio Fábio... Pulemos essa parte? Passei a acreditar que o ser humano quase nunca é preparado para lidar com a perda.
Chutando a bola um pouquinho mais pra frente, em 2005 pude compreender que uma palavrinha do tipo "tchau" tem um valor inestimável na vida das pessoas. Só que essa gentileza não é pra todo mundo... Só não me arrependo porque foi só assim que eu aprendi.
Conheci pessoas. Das mais especiais, Belle, vinda diretamente de outras vidas. Amizade daquelas que a gente só encontra em dois tipos de pessoas: ou em amigo de infância ou em irmão. Por isso eu digo que hoje e por todo o sempre, é com ela que estarão todos os meus segredos [eu disse todos] e a minha plena confiança. Ah, tem outros amigos sim, amizades recentes que andei descobrindo, amizades antigas que andei redescobrindo, reinventando e por aí vai.
Foi ano da maior realização da minha vida, até hoje: me formei. Fiz uma monografia que considero uma filha. Emagreci. Tive problemas nos rins. Escrevia durante a manhã, noite e madrugadas... várias madrugadas. Tive um professor orientador que, de tão paciente, só faltou levar considerações na placa da minha turma. Nota nove.
Durante este ano ouvi músicas novas, dos mesmos artistas. Foi o ano dos livros também. E ainda tem uns três esperando pra eu começar a leitura.
Trabalhei muito e, pela primeira vez, fui demitida de um emprego. Depois de quase três anos trabalhando na agência tive que me acostumar a não dar mais bom dia pra Flavinha [da recepção], pedir o café pro seu Lima [auxiliar], ir almoçar com a Letícia [da criação] ou com os colegas da vizinha S.A. Propaganda, olhar pro André [redação] e dizer: "travei". Faz falta isso, mas não volto mais. O free no jornal O Dia? Foi bom, foi muito bom. Mas era free... nada mais. Hora de voltar a bater de porta em porta. Quem sabe 2006 me traz algo!
No mais, 2005 está indo embora me deixando um presente que tem nome, identidade, cpf, endereço... Presente que me faz bem, que me faz sorrir quando menos espero, que me dá tanta atenção que às vezes me faz perguntar se retribuo à altura [acredito que a resposta seja sim].
Enfim... se for pra continuar aprendendo, construindo e reconstruindo amizades, trabalhando e amando, que venham mais 2005 pela frente. Feliz Natal e Ano Novo pra todo mundo!



