Just beLIEve me

Quinta-feira, Março 23, 2006

Sobre a felicidade [ou: puxão de orelha]

Tava aqui me perguntando por quanto tempo o ser humano procura a felicidade e o que faz com ela depois que a encontra. Mas o que mais me pertubou foi outra dúvida: a necessidade que as pessoas têm de achar que a própria felicidade está totalmente concentrada em outrem [falei bonito? rss..].

Todo mundo sabe que felicidade apenas chega quando você mesmo permite. A felicidade só vem depois que você leva na cara. Só vem depois que você cai feio, lá do alto, dá com a cara no chão e quebra o nariz. Onde ela entra nessa estória? Simples: ela vai ficar ali pertinho, observando como você está cuidando do seu nariz estraçalhado. Vai observar com a mesma atenção que uma boa mãe dispensa a um filhinho dodói, no momento em que vela seu sono.

O que eu disse é completamente óbvio, não tem nada de novidade. Só que às vezes é complicado ter consciência disso, não é?! Afinal de contas, como disse um amigo meu certo dia, a gente nunca se acostuma com o que é ruim. E pensando dessa forma, acostumados a associar a felicidade a outra pessoa, fica cada vez mais difícil que ela tome proximidade.

Então... por que não se tornar independente e fazer com que a felicidade atente pra você com outros olhos que não o de uma mãe dedicada? É tão simples ser feliz.

Basta ser verdadeiro. Basta ser humilde e assumir a forma como quebrou o nariz. Basta levantar a cabeça e dizer: bola pra frente! Basta sair de casa, nem que tenha que enfrentar aquele trânsito cretino do horário de pique. Basta pegar as contas, tirar [ao invés de colocar] as mãos da cabeça e dizer: pago quando puder. Basta ter calma e respirar fundo. Basta saber que VOCÊ é quem pode, VOCÊ quem consegue, VOCÊ quem faz e só VOCÊ pode mudar a sua própia vida, porque ela é sua e de mais ninguém. Basta saber que você sempre dá tudo de si e da melhor forma. Basta ser dedicado e procurar as lições sábias de tudo o que você vive/viveu. Não é à tôa que dizem que ser feliz é estar de bem consigo mesmo.

A felicidade é tímida, vem aos pouquinhos. Nunca vai se aproximar do nada e dizer: "querida, cheguei!" Ela dá um passo rumo à sua direção a cada sorriso espontâneo que você dá. Calma, não precisa sair correndo até uma locadora pra alugar o primeiro filme do Jim Carrey que você encontrar [até porque tem filme dele que não é comédia]. Eu falei de sorrisos, não de gargalhadas. Felicidade está nas pequenas coisas, não é mesmo?!

Paciência é a palavra chave. Tempo é o melhor aliado. E VOCÊ é a sua melhor companhia.
[Ser feliz é escrever ouvindo o Cris Martin cantar Touble sem dar a menor bola pra letra da música]

Domingo, Março 05, 2006

*Sem essa de planos, mas...

"É a sua vida que eu quero bordar na minha. Como se eu fosse o pano e você fosse a linha. E a agulha do real nas mãos da fantasia fosse bordando ponto a ponto nosso dia-a-dia. E fosse aparecendo aos poucos nosso amor, os nossos sentimentos loucos, nosso amor. O zig-zag do tormento, as cores da alegria e a curva generosa da compreensão, formando a pétala da rosa da paixão. Sua vida, meu caminho, nosso amor. Você a linha e eu o linho, nosso amor. Nossa colcha de cama, nossa toalha de mesa. Reproduzidos no bordado: a casa, a estrada, a correnteza, o sol, a ave, a árvore. O ninho da beleza."
[Gilberto Gil]
*Porque aqui no meu relógio são três e quarenta da manhã. Acabei de chegar na minha casa. Acabei de chegar de um sábado. E cheguei assim...