Just beLIEve me

Terça-feira, Setembro 25, 2007

O Balanço de 2007

Eu sei que ainda estamos em setembro e que está relativamente cedo pra se fazer o balanço do ano que passou. Sei também que muita coisa pode acontecer, que eu posso até ganhar na loteria. É, eu não jogo na loteria, mas de repente posso passar numa lotérica e resolver comprar um bilhete...

Em 2007 eu mudei de emprego. Mudar de emprego pode até ser normal. Mas mudar de emprego duas vezes, pra mim, não é. No primeiro, um barraco com o patrão. Ora bolas, eu aprendi a engolir muita coisa, mas se um único grito eu não aprendi a engolir ainda, imaginem só vários gritos. Mudei de empresa. No segundo, um filha da puta me dá praticamente uma facada pelas costas. Mudei de empresa de novo. E agora estou aqui, no terceiro. Até agora, tudo indo.

Em 2007 um ônibus saiu arrastando a dianteira do meu carro enquanto eu simplesmente estava parada, esperando ele passar. E depois de uma discussão de encher o saco de qualquer uma, o tal motorista "dono da razão" pagou o estrago que fez no meu carro e no ônibus que ele dirigia.
Em 2007 eu tive uma arma apontada pra minha cabeça, em plena 14h, na porta da minha casa.

Em 2007 vi pessoas queridas indo embora pra tentarem uma vida melhor. Coisa que eu também acho que eu deveria fazer. Motivos não faltam. O que falta é coragem.

Em 2007 descobri que tenho um problema irreversível nas glândulas lacrimais.

Em 2007 eu tive umas duas únicas semanas realmente boas, mas que foram sucedidas por uma sequencia de insultos, ofensas e, agora, tristeza. Descobri coisas, fiquei/continuo calada e tive que dizer não, mesmo querendo dizer sim. It was the hardest part.

Em 2007, depois de dois anos, minha gastrite nervosa voltou e, acreditem, eu perdi peso nas últimas duas semanas. E eu que pensava que ninguém ia notar.

Pensar no ano que está passando me faz ter vontade de sair correndo. Ou simplesmente me isolar do mundo até que o ano acabe. Porque eu sempre tenho a expectativa de que o ano que vem vai ser melhor. Quem sabe o "meu" ano que vem já comece na próxima semana, ou no próximo mês. Quem sabe.

Quarta-feira, Setembro 19, 2007

Tome, Bárbara Gancia!

O Instituto Dom Barreto abocanhou o Prêmio Darcy Ribeiro de Educação, concedido anualmente pela Câmara Federal. Mais uma vez, eleita a melhor instituição [desta vez, leia-se Casa Dom Barreto]. O segundo lugar ficou para o Projeto Amigos da Escola que, por sinal, é uma iniciativa nota 10 da Rede Globo de Televisão.

Será que a colega, citada no título deste post, ainda vai insistir em ouvir a piada do papagaio?

Terça-feira, Setembro 18, 2007

O que anda tocando por aqui...

Vanessa da Mata / Ben Harper - Boa sorte [Good luck]

Sábado, Setembro 15, 2007

"O tempo passa e nós nunca somos os mesmos"

Palavras do meu oftalmologista, na última quarta-feira, depois de me examinar em uma consulta urgente.

Domingo, Setembro 02, 2007

"E não há tempo que volte"

Essa semana eu tava lembrando de umas coisas, de umas pessoas e, procurando, achei uma página minha que eu nem lembrava mais que existia. Um fotolog cheio de fotos dos tempos de faculdade, dos tempos em que eu ainda "ensaiava" em me preocupar de verdade com as coisas da vida. Aí eu vi fotos, textos, lembrei de umas coisas, compartilhei o momento com a minha amiga Cynthia através do MSN, enfim. Lembranças que eu quero contar aqui.

Na página que encontrei, eu tinha os cabelos enormes, cacheados, loiros e não havia o menor sinal de fios brancos. Nos textos, eu me queixava de coisas pequenas, vivia em dúvida sobre mim mesma e minhas contas se resumiam à mensalidade da faculdade que eu pagava e à conta do telefone celular que, se não em engano, era de de R$ 48 mensais. Eu trabalhava oito horas por dia e o cotidiano era assim: casa-trabalho-faculdade-casa [e de ônibus. às vezes, de carona]. Nas saídas com amigos, o legal era passar em pelo menos uns três lugares diferentes [numa noite só]. Às seis da manhã eu ainda estava a mil... voltar pra casa? Nem pensar. Detalhe: o dia da semana era o que menos importava. Visitar os amigos? Muito raro. Só se rolasse uma festinha. Fim de semana em casa, só se fosse caso de doença.

Hoje, as páginas da internet que possuo são diferentes e sem as atenções de antes. Os cabelos estão curtos, lisos, na cor natural e com alguns muitos, mas muitos fios brancos. Eu não me queixo mais de coisas pequenas e minhas contas triplicaram. A rotina agora é casa-trabalho-casa e, muitas vezes, não tem hora pra terminar. As responsabilidades são bem maiores do que as que eu tinha quando comecei. As saídas se resumiram a um ou dois dias na semana, o que eu ando achando muito, ultimamente. Tenho pensado até que os horários de duas ou três da manhã são tardes demais pra voltar pra casa [mas não mudei de idéia em Relação ao Boa Noite Teresina - continuo achando esse projeto um descaso]. Visitar os amigos? Dou o maior valor. Sentar num canto qualquer e conversar, sem ser interrompido de cinco em cinco minutos por alguém que passa e diz o de sempre: e aí? tudo bom?! Isso acontece tanto nas festas... Fim de semana em casa, às vezes, é o que há.

Lembrando e comparando, eu percebi que eu cresci. Querendo ou não, as nossas atitudes e a nossa maneira de pensar mudam com o passar do tempo. Mas o que eu percebi de mais importante nisso tudo foram as pessoas ao meu redor. Pessoas que mudaram tanto quanto eu, mas que continuam comigo e que são o único motivo de minha "suposta" nostalgia. É certo que eu prefiro o hoje. Mas se eu tivesse um bom motivo pra voltar no tempo, esse motivo justamente vocês*.

*Para Ana Karolini, Sanmya Thatila, Reca, Sarah e Suzanne Pires Coutinho, Michelly Lorenna, Maísa, Pedro Augusto Cronemberg, Tânia Samara, Paulinho, Roger de Arruda, Jorge Riso e o pessoal da FSA.

[daqui uns anos pode ser que eu leia esse texto aqui e pense diferente. ou não. quem sabe...]